domingo, 5 de janeiro de 2014

E se...

"Será justo vivermos com um "se"? Carregando silenciosamente as palavras nunca proferidas embora tenhamos tido tantas oportunidades, tenhamos sentido tantas vezes vontade de dizê-las mas com a falta de coragem sempre a ser inspirada.
E se..
Se lhe tivesse abraçado e se lhe tivesse dito o quanto gostava dele (a), se lhe tivesse sorrido naquele dia em vez de tê-lo (a) ignorado; e se lhe tivesse feito frente; e se o (a) tivesse deixado; e se tivesse ficado com ele (a); e se lhe tivesse dito que precisava dele (a); e se tivesse seguido aquele caminho e se.. e se.. e se..
Será a vida comprida demais para culparmo-nos com o "e se"? Será que é ser egoísta demais por dizer tudo o que se sente, repetidas vezes, abraçar com toda a força alguém, dizer-te um "amo-te" ou um "obrigada por tudo" ou até um "gosto tanto tanto de ti" sem que estes caiam na rotina porque não sabemos qual o último momento em que estaremos com ela? Será demasiado egoísmo fazer o que realmente nos faz feliz, o que realmente nos faz sentir bem, estarmos com quem mais gostamos e dizendo-lhe sempre o que sentimos? Será egoísmo ser egoísta?

Bem, se for para ter esse tipo de egoísmo, que o tenha. Viver com o peso de aquela pessoa ter morrido sem saber o que sentia por ela, é que não. Não suportaria. As lágrimas, os abraços, os beijos nas testas, a vontade de estar com essa pessoa, as flores, as visitas, as palavras nunca ditas não são para serem ditas num caixão ou numa campa. São para serem ditas em vida."

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