"As emoções não são um luxo. Funcionam como guias internos e ajudam-nos a transmitir aos outros certos sinais que também podem guiar os seus comportamentos. As emoções não são intangíveis. (...) É o resultado de uma curiosa conciliação fisiológica com a qual o cérebro se transformou num público atento. (...) As emoções permitem-nos entrever o organismo em plena actividade biológica, vislumbrar os mecanismos da própria vida embrenhados nas suas tarefas. Não fora a possibilidade de nos apercebermos de estados corporais que são, inerentemente, dolorosos ou agradáveis, não haveria sofrimento ou felicidade, saudade ou compaixão, tragédia ou glória na condição humana."
O erro de Descartes,
António Damásio
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